9.24.2002

Do avesso

Hoje é o típico dia que nada dá certo.
Aqueles dias em que colocar o pé para fora da cama é algo nada recomendável.
Tudo passa atravessado, dificil de engolir, de entender, de aceitar, de mudar.
Principalmente quando você se vê como uma intrusa, no meio de uma guerra que não sabe o motivo.
Sem armadura.
Bem no meio de um bombardeio.
E as palavras ditas rasgam sua pele como lanças afiadas.
E tudo começa a girar, com uma dor inexplicável te espremendo, até você perder o ar.
Ainda bem que tenho um alto grau de regeneração.
Uma sopa quentinha e uma boa noite de sono recuperam, e ajudam a refletir sobre tudo.
Só preciso aprender a lidar com um sentimento que me invade e me derruba.
Impotência.
De querer fazer tudo ao mesmo tempo, salvar soldados, curar feridas, aconchegar orfãos de guerra, reconstruir a cidade derrubada.
E não poder fazer nada.
.n.a.d.a.
Onde está Morrighan quando eu mais preciso?

É. Não deveria ter saído da cama mesmo.
Então, é pra lá que eu vou voltar.

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